A CANETA
A caneta e o seu desenho
a sua clara vida
o seu claro engenho
A caneta e a sua cor
a sua vida de espinho
a sua vida de flor
E por fim a caneta
e o seu desuso.
O seu túmulo de gaveta
O RELÓGIO
O relógio trabalha
mas no fim do mês
não ganha nada.
A não ser poeira
de vento e
pingo de água.
E um dia de súbito
o esquecimento do pulso
na morte calada
Sérvio Lima
sábado, 21 de agosto de 2010
OUTROS POEMAS
O POEMA
O poema é
dor
saltando
aos gritos
é sangue jorrando
num tiro
Mas também é
luz pro escuro
é espada pra
derrubar muro
é flor
fogo de toda cor
Sérvio Lima
O poema é
dor
saltando
aos gritos
é sangue jorrando
num tiro
Mas também é
luz pro escuro
é espada pra
derrubar muro
é flor
fogo de toda cor
Sérvio Lima
outros poemas
O POEMA
O poema
é pássaro de ouro
voando em alto voo
É diamante
multicor
de terra encantada
E cânticos
hipnotizadores
de sereias
Sérvio Lima
O poema
é pássaro de ouro
voando em alto voo
É diamante
multicor
de terra encantada
E cânticos
hipnotizadores
de sereias
Sérvio Lima
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
POESIA
DE MIM E DE CAMÕES
O que Camões versou
eu verso.
E o que Camões não versará
eu completo.
NO MEU CANTO
Sozinho no meu canto
eu faço o verso que planto
na pá gina branca´´não´´
mais branca.
Sozinho no meu canto
eu me arquivo
e me apago.
Sérvio Lima
O que Camões versou
eu verso.
E o que Camões não versará
eu completo.
NO MEU CANTO
Sozinho no meu canto
eu faço o verso que planto
na pá gina branca´´não´´
mais branca.
Sozinho no meu canto
eu me arquivo
e me apago.
Sérvio Lima
POESIA
POÉTICA
Gosto de escrever
palavras que caibam
tanto dentro do vento
como dentro
do mar.
Palavras que caibam tanto
no voo
do pássaro como nele mesmo.
Palavras que caibam tanto
numa
lince feroz e rápida
como num caracol
que vai tranquilo
e feliz ao sol
em seu andar devagar.
Gosto e escrevo palavras
de todo tipo poéticas.
Palavras de todo verão
e todo inverno
de todo outono
e de toda primavera.
Gosto de escrever palavras
que caibam
em todo lugar.
Palavras do hoje,
do amanhã e do sempre.
Sérvio Lima
Gosto de escrever
palavras que caibam
tanto dentro do vento
como dentro
do mar.
Palavras que caibam tanto
no voo
do pássaro como nele mesmo.
Palavras que caibam tanto
numa
lince feroz e rápida
como num caracol
que vai tranquilo
e feliz ao sol
em seu andar devagar.
Gosto e escrevo palavras
de todo tipo poéticas.
Palavras de todo verão
e todo inverno
de todo outono
e de toda primavera.
Gosto de escrever palavras
que caibam
em todo lugar.
Palavras do hoje,
do amanhã e do sempre.
Sérvio Lima
POESIA
DEBAIXO DO TAPUME
Debaixo do tapume
a poeira e a tarde
ainda não
concluída.
NA POLPA DO VERSO
Na polpa do verso
o voo do pássaro
amarelo.
DO LODO
Do lodo mais fundo
ainda pode-se tirar
o melhor
caranguejo.
POEMA DA BORBOLETA AMARELA
A borboleta amarela
não pousou no
vidro liso da janela,
no vidro limpo da janela.
Mas no nome
escrito nela.
POEMA DA BORBOLETA AMARELA 2
Pousada em um poema
aborboleta amarela
também diz que é escrita
também diz que é poeta
também diz que é
minha vida.
Sérvio Lima
Debaixo do tapume
a poeira e a tarde
ainda não
concluída.
NA POLPA DO VERSO
Na polpa do verso
o voo do pássaro
amarelo.
DO LODO
Do lodo mais fundo
ainda pode-se tirar
o melhor
caranguejo.
POEMA DA BORBOLETA AMARELA
A borboleta amarela
não pousou no
vidro liso da janela,
no vidro limpo da janela.
Mas no nome
escrito nela.
POEMA DA BORBOLETA AMARELA 2
Pousada em um poema
aborboleta amarela
também diz que é escrita
também diz que é poeta
também diz que é
minha vida.
Sérvio Lima
POESIA
O AMADURECIMENTO ANDANTE DO POETA
O poeta está sempre amadurendo com o tempo
enquanto vivo.
Amadurece e envelhece. Amadurece e enriquece.
Amdurece e dessa forma
não apodrece.
Sérvio Lima
O poeta está sempre amadurendo com o tempo
enquanto vivo.
Amadurece e envelhece. Amadurece e enriquece.
Amdurece e dessa forma
não apodrece.
Sérvio Lima
POESIA
NO PAPEL
No papel o poema e o poeta
fazem o seu dueto,
fazem a sua plurialidade.
Fazem e como um fósforo aceso
ambos saem
em voos
e eternidades.
Sérvio Lima
No papel o poema e o poeta
fazem o seu dueto,
fazem a sua plurialidade.
Fazem e como um fósforo aceso
ambos saem
em voos
e eternidades.
Sérvio Lima
POESIA
O POETA
O poeta desce a madrugada
afiando
a sua palavra
o seu poema armado.
O poeta desce a madrugada
pensando no seu amor
na cama que lhe aguarda
em sua mulher aurora.
O poeta desce a madrugada
conjugando verbos
consoantes invisíveis
óperas sem fim.
O poeta desce a madrugada
contabilizando vidas
e mais vidas
as suas muitas
sensações do peito.
E o poeta enfim
desce a madrugada
sendo o que ele é: o poeta
operando vivamente
a sua linguagem
sem fim.
Sérvio Lima
O poeta desce a madrugada
afiando
a sua palavra
o seu poema armado.
O poeta desce a madrugada
pensando no seu amor
na cama que lhe aguarda
em sua mulher aurora.
O poeta desce a madrugada
conjugando verbos
consoantes invisíveis
óperas sem fim.
O poeta desce a madrugada
contabilizando vidas
e mais vidas
as suas muitas
sensações do peito.
E o poeta enfim
desce a madrugada
sendo o que ele é: o poeta
operando vivamente
a sua linguagem
sem fim.
Sérvio Lima
POESIA
POEMA SOBRE O MAR
Eu nunca duvido
do mar com os
seus peixes
com as suas
muitas criaturas
marinhas
com os seus navios
e aviões afundados,
gente.
Eu nunca duvido
do mar com as
suas espumas brancas
que quebram nas rochas
e que apagam
nomes de amantes
e as suas pegadas.
Eu nunca duvido
do mar que
afunda cidades
que irriga plantações
que refresca a terra
árida e seca
e que mata a sede.
E por fim eu
nunca duvido
do mar com os
seus numerosos
epitáfios
a sua vida transbordante.
O mar e o seu nome
de mar.
O mar e o seu nome
de Dilúvio.
Eu nunca duvido
do mar.
Do mar absoluto.
Sérvio Lima
Eu nunca duvido
do mar com os
seus peixes
com as suas
muitas criaturas
marinhas
com os seus navios
e aviões afundados,
gente.
Eu nunca duvido
do mar com as
suas espumas brancas
que quebram nas rochas
e que apagam
nomes de amantes
e as suas pegadas.
Eu nunca duvido
do mar que
afunda cidades
que irriga plantações
que refresca a terra
árida e seca
e que mata a sede.
E por fim eu
nunca duvido
do mar com os
seus numerosos
epitáfios
a sua vida transbordante.
O mar e o seu nome
de mar.
O mar e o seu nome
de Dilúvio.
Eu nunca duvido
do mar.
Do mar absoluto.
Sérvio Lima
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
POESIA
PEQUENA BIOGRAFIA DO POETA FEDERICO GARCIA LORCA
Federico Garcia Lorca ( Fuente Vaqueros, 5 de Junho de 1918 -Granada , de 19 de Agosto
1936 ) foi um poeta e dramaturga espanhol, e uma das primeiras vitimas da Guerra Civil espanhola devido aos seus alinhamentos politicos com a republica espanhola.
Federico nasceu numa pequena localidade da Andaluzia .
Lorca ingressou na faculdade de Direito de Granada em 1914 e cinco anos depois se transferiu para Madrid, onde ficou amigos de artistas como Luis Buñuel, e Salvador Dali e publicou seus primeiros poemas.
Concluindo o curso foi para os Estados Unidos da América e para Cuba.
De volta a Espanha Federico cria um grupo de teatro chamado La Barraca.
E foi preso e morto em Granada em Agosto de 1936.
Eis suas obras:
Livro de Poemas de 1921
Ode a Salvador Dali de 1926
Canciones ( 1921- 24 ) 1927
Romancero Gitano ( 1924 - 27 ) 1928
Poema del cante jondo ( 1921 - 22 ) 1931
Ode a Walt Whitman de 1933
Canto a Ignacio Sánchez Mejias de 1935
Seis Poemas Galegos também
de 1935
Primeiras Canções ( 1922 ) 1936
Poeta em Nueva York ( 1929 - 30 ) 1940
Divã do Tamarit de 1940
Sonetos del Amor Oscuro de 1936
Prosas:
Impressões e Paisagens ( 1918 )
Teatro:
Bodas de Sangue ( Trilogia ) d e1933
E agora vou deixar minha Homenagem em forma de poema
ao Poeta Espanhol Federico Garcia Lorca
AS BODAS DE SANGUE DE FEDERICO GARCIA LORCA
( A PEÇA )
As Bodas de Sangue
estão fundadas.
Fundadas e cristalizadas
fixas no tempo.
As Bodas de Sangue
de Garcia.
As Bodas de Sangue
de sua poesia
de sua vida
jogada em verdade
e ternura.
As Bodas de Sangue
de Garcia
e de todos.
As Bodas de Sangue
refletidas
em oração
e milágre
positivando
em mim
a última lágrima.
As Bodas de Sangue
estão fundadas.
Fundas e cristalizadas
fixas no tempo.
As bodas de Sangue
fecundadas em
carne viva
e plenas na palavra.
CANTO Á GARCIA LORCA
Garcia o teu sangue
corre em mim.
O teu sangue de
Gitanas ardentes
o teu sangue de
Gitanas libélulas
dançando no ar.
Garcia o teu sangue
corre em mim.
O teu sangue de
meninas e pombos
que nos rir
com seus bicos e lábios;
o teu sangue de
revolução
e múcica.
Garcia o teu sangue
corre em mim.
O teu sangue de
(Navio) e poesia
fundada no
centro do amor.
Poesia que
se lança mas estrelas
e chega á Deus.
Garcia o teu sangue
corre em mim.
O teu sangue de
rosas e esperanças
o teu sangue de
poeta mágico
o teu sangue de
poeta domador
de nuvens.
Garcia o teu sangue
corre em mim.
E o meu coração
a ti sorrir
livremente
a ti sorrir
espanhamente
a ti sorrir
eternamente.
Garcia o teu sangue
corre em mim.
O teu sangue
de poesia e cura.
POEMA PARA FEDERICO GARCIA LORCA
Federico era seu nome!
Federico é seu nome!
Nome escrito
para sempre
na pedra
do tempo.
Nome´´Nobre´´
nome ´´Canto´´
nome ´´Espanto´´
de beleza.
Federico que
dissipa o cinza
Federico que
ilumina
o escuro
Federico que
ameniza
ou liquida
o sujo
o áspreo que vejo.
Federico era seu nome!
Federico é seu nome!
Nome iluminado
e guardado
pelo amor.
Sérvio Lima
Federico Garcia Lorca ( Fuente Vaqueros, 5 de Junho de 1918 -Granada , de 19 de Agosto
1936 ) foi um poeta e dramaturga espanhol, e uma das primeiras vitimas da Guerra Civil espanhola devido aos seus alinhamentos politicos com a republica espanhola.
Federico nasceu numa pequena localidade da Andaluzia .
Lorca ingressou na faculdade de Direito de Granada em 1914 e cinco anos depois se transferiu para Madrid, onde ficou amigos de artistas como Luis Buñuel, e Salvador Dali e publicou seus primeiros poemas.
Concluindo o curso foi para os Estados Unidos da América e para Cuba.
De volta a Espanha Federico cria um grupo de teatro chamado La Barraca.
E foi preso e morto em Granada em Agosto de 1936.
Eis suas obras:
Livro de Poemas de 1921
Ode a Salvador Dali de 1926
Canciones ( 1921- 24 ) 1927
Romancero Gitano ( 1924 - 27 ) 1928
Poema del cante jondo ( 1921 - 22 ) 1931
Ode a Walt Whitman de 1933
Canto a Ignacio Sánchez Mejias de 1935
Seis Poemas Galegos também
de 1935
Primeiras Canções ( 1922 ) 1936
Poeta em Nueva York ( 1929 - 30 ) 1940
Divã do Tamarit de 1940
Sonetos del Amor Oscuro de 1936
Prosas:
Impressões e Paisagens ( 1918 )
Teatro:
Bodas de Sangue ( Trilogia ) d e1933
E agora vou deixar minha Homenagem em forma de poema
ao Poeta Espanhol Federico Garcia Lorca
AS BODAS DE SANGUE DE FEDERICO GARCIA LORCA
( A PEÇA )
As Bodas de Sangue
estão fundadas.
Fundadas e cristalizadas
fixas no tempo.
As Bodas de Sangue
de Garcia.
As Bodas de Sangue
de sua poesia
de sua vida
jogada em verdade
e ternura.
As Bodas de Sangue
de Garcia
e de todos.
As Bodas de Sangue
refletidas
em oração
e milágre
positivando
em mim
a última lágrima.
As Bodas de Sangue
estão fundadas.
Fundas e cristalizadas
fixas no tempo.
As bodas de Sangue
fecundadas em
carne viva
e plenas na palavra.
CANTO Á GARCIA LORCA
Garcia o teu sangue
corre em mim.
O teu sangue de
Gitanas ardentes
o teu sangue de
Gitanas libélulas
dançando no ar.
Garcia o teu sangue
corre em mim.
O teu sangue de
meninas e pombos
que nos rir
com seus bicos e lábios;
o teu sangue de
revolução
e múcica.
Garcia o teu sangue
corre em mim.
O teu sangue de
(Navio) e poesia
fundada no
centro do amor.
Poesia que
se lança mas estrelas
e chega á Deus.
Garcia o teu sangue
corre em mim.
O teu sangue de
rosas e esperanças
o teu sangue de
poeta mágico
o teu sangue de
poeta domador
de nuvens.
Garcia o teu sangue
corre em mim.
E o meu coração
a ti sorrir
livremente
a ti sorrir
espanhamente
a ti sorrir
eternamente.
Garcia o teu sangue
corre em mim.
O teu sangue
de poesia e cura.
POEMA PARA FEDERICO GARCIA LORCA
Federico era seu nome!
Federico é seu nome!
Nome escrito
para sempre
na pedra
do tempo.
Nome´´Nobre´´
nome ´´Canto´´
nome ´´Espanto´´
de beleza.
Federico que
dissipa o cinza
Federico que
ilumina
o escuro
Federico que
ameniza
ou liquida
o sujo
o áspreo que vejo.
Federico era seu nome!
Federico é seu nome!
Nome iluminado
e guardado
pelo amor.
Sérvio Lima
UM POEMA DO POETA RUBENS JARDINS
Replanta teu nome
com a palavra
Reiventa o gesto
com a partida
E já sem força de gurdar
celebra o amor
que em amor se guarda
Rubens Jardins
com a palavra
Reiventa o gesto
com a partida
E já sem força de gurdar
celebra o amor
que em amor se guarda
Rubens Jardins
POESIA DO POETA PEDRO DU BOIS
VÁCUO
O vácuo
ambiciona
o espaço:
esvaído em nada
contempla a incapacidade:
o vácuo é a demora.
Pedro Du Bois
O vácuo
ambiciona
o espaço:
esvaído em nada
contempla a incapacidade:
o vácuo é a demora.
Pedro Du Bois
POESIA
Vou deixar aqui dois poemas do livro Infantil do poeta ( Ferreira Gullar )
Livro: ( UM GATO CHAMADO GATINHO )
E eis os poemas.
PERU DE NATAL
O Gatinho não tolera
comer comida cafona.
Aceita sardinha frita
mas adora é azeitona.
Nesse Natal entendeu
de melhor seu menu:
subiu na mesa e mordeu
nada menos que o peru.
Levou algumas palmadas
por ter se portado mal
mas logo foi perdoado:
jantou peru de Natal.
REGIME MILITAR
Gatinho é metódico
e odeia confusão.
Dorme sempre no mesmo
ponto do colchão.
Quando vou pro quarto,
vai comigo junto.
E acorda sempre
ás seis em ponto.
Se por acaso tenho
um sono mais comprido,
ele então me acorda
miando ao meu ouvido.
Gatinho é da pesada,
regime militar:
ao toque de alvorada
tenho que levantar!
FERREIRA GULLAR
Livro: ( UM GATO CHAMADO GATINHO )
E eis os poemas.
PERU DE NATAL
O Gatinho não tolera
comer comida cafona.
Aceita sardinha frita
mas adora é azeitona.
Nesse Natal entendeu
de melhor seu menu:
subiu na mesa e mordeu
nada menos que o peru.
Levou algumas palmadas
por ter se portado mal
mas logo foi perdoado:
jantou peru de Natal.
REGIME MILITAR
Gatinho é metódico
e odeia confusão.
Dorme sempre no mesmo
ponto do colchão.
Quando vou pro quarto,
vai comigo junto.
E acorda sempre
ás seis em ponto.
Se por acaso tenho
um sono mais comprido,
ele então me acorda
miando ao meu ouvido.
Gatinho é da pesada,
regime militar:
ao toque de alvorada
tenho que levantar!
FERREIRA GULLAR
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
POESIA DE MINHA AMIGA POETA CARMEN SILVIA PRESOTTO
ÂNGULOS IMAGINÁRIOS
suas sombras
aves migratórias
cada pétala
um dedo
uma folha
teias de tuas aquarelas
evaporo
em pensamentos
roço palavras
brinco com os dedos
que assombram paredes
fenda nua
pelas janelas das ruas
me emolduro ao fantasma
em que me chamas
sinto tua respiração
as sílabas silenciosas
e me guardo no sonho em que me espera...
Carmen Silvia Presotto
suas sombras
aves migratórias
cada pétala
um dedo
uma folha
teias de tuas aquarelas
evaporo
em pensamentos
roço palavras
brinco com os dedos
que assombram paredes
fenda nua
pelas janelas das ruas
me emolduro ao fantasma
em que me chamas
sinto tua respiração
as sílabas silenciosas
e me guardo no sonho em que me espera...
Carmen Silvia Presotto
CRÔNICA DE AFFONSO ROMANO DE SANT ´´ANNA
ANTES QUE ELAS CRESÇAM
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaaros estabanados, sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular.
Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e assalto das estações, elas crescem
com uma estridência alegre e, ás vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crecem todos os dias, de igual maneira; crescem de repente. Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?
Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça.
Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com o suéter amarrada na cintura. Está quente, agente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.
Pois ali estamos, depois do promeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, ás mães ás vezes, já com a primeira plátisca e o casamento recomposto. Essas são as nossas filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colhetas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nossos erros.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas , quando surgiam entre girias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa.
Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.
Nos resta dizer bonne route, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai
quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.
Deveríamos ter ido mais vezes á cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens. Posteres e agendas coloridas de pilô.
Não, não as levamos suficientemente ao maldito drive -inao tablado para ver Pluft,
não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.
Elas cresceram sem que esgotássemos todo o nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam á casa entre embrulhos, comidas , engarrafamentos,
natais, páscoas, piscinas, e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados.
Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.
O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição.
Os Netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.
Affonso Romano de Sant ´´Anna
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaaros estabanados, sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular.
Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e assalto das estações, elas crescem
com uma estridência alegre e, ás vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crecem todos os dias, de igual maneira; crescem de repente. Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?
Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça.
Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com o suéter amarrada na cintura. Está quente, agente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.
Pois ali estamos, depois do promeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, ás mães ás vezes, já com a primeira plátisca e o casamento recomposto. Essas são as nossas filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colhetas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nossos erros.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas , quando surgiam entre girias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa.
Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.
Nos resta dizer bonne route, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai
quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.
Deveríamos ter ido mais vezes á cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens. Posteres e agendas coloridas de pilô.
Não, não as levamos suficientemente ao maldito drive -inao tablado para ver Pluft,
não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.
Elas cresceram sem que esgotássemos todo o nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam á casa entre embrulhos, comidas , engarrafamentos,
natais, páscoas, piscinas, e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados.
Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.
O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição.
Os Netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.
Affonso Romano de Sant ´´Anna
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
POESIA
PEQUENA BIOGRAFIA DO POETA MANUEL BANDEIRA
Manuel Cerneiro de Sousa Bandeira Filho (Recife, 19 de Abril de 1886- Rio de Janeiro, 13 de Outubro de 1968). Foi um poeta, Crítico literarário e de Arte, professor de literatura e tradutor brasileiro.
Considera-se que Bandeira faça parte da geração de 22 da literatura moderna brasileira sendo o seu poema OS SAPOS o abre - alas da Semana de Arte Moderna de 22.
Juntamente com escritos como João Cabral de Melo Neto, Paulo Freire, Gilberto Freire,
Nélson Rodrigues, Carlos Pena Filho, e José Condé, representa a produção literária do
estado de Pernambuco.
OBRAS DO AUTOR
A Cinza das Horas de 1917,
Carnaval de 1919,
O Ritmo Dissoluto de 1924,
Libertinagem de 1930,
Estrela da Manhã de 1936,
Lira dos Cinquenta Anos de 1940,
Belo Belo de 1948,
Mafuá do Malungo de 1948,
Opus 10 de 1952,
Estrela da Tarde de 1960,
Estrela da Vida Inteira de 1966,
O Bicho de 1947.
PROSA
Crônica da Província do Brasil - Rio de Janeiro de 1936,
Guia de Ouro Preto - Rio de Janeiro de 1938,
Noções de História das Literaturas - Rio de Janeiro de 1940,
e tantos outras prosas.
Bendeira possui um estilo simples e direto. Bandeira foi o mais lírico dos poetas.
Aborda temáticas cotidianas e universais ás vezes com uma abordagem de
poema-piada.
E agora vou deixar a minha Homenagem ao grande poeta Manuel Bandeira
em forma de poema
O BECO
Á Manuel Bandeira
O Beco
meu irmão
poeta
é tua cidade
e teu país
é teus amigos
e tuas flores
é tua poesia
e teus amores
é tua vida
límpida e pura.
O Beco
meu irmão
poeta
é tu alegre
e eterno
em multiplas
aventuras.
RELATO Á BANDEIRA
Bandeira
enquanto eu
for essa alma
que se move
em carne
sangue
e ossos
enquanto eu
for essa alma
que pulsa
como eu pulso
e que arde
como eu ardo
e que chora
e que ri
e que senti dor
e que ama
como eu amo
a tua estrela
em mim
não apagará
e nenhuma
nuvem cinzenta
conseguirá
embaçar em mim
a essência
que te infinita.
Não.
Não enquanto eu
for essa alma
que respira
ar e poesia.
Sérvio Lima
Manuel Cerneiro de Sousa Bandeira Filho (Recife, 19 de Abril de 1886- Rio de Janeiro, 13 de Outubro de 1968). Foi um poeta, Crítico literarário e de Arte, professor de literatura e tradutor brasileiro.
Considera-se que Bandeira faça parte da geração de 22 da literatura moderna brasileira sendo o seu poema OS SAPOS o abre - alas da Semana de Arte Moderna de 22.
Juntamente com escritos como João Cabral de Melo Neto, Paulo Freire, Gilberto Freire,
Nélson Rodrigues, Carlos Pena Filho, e José Condé, representa a produção literária do
estado de Pernambuco.
OBRAS DO AUTOR
A Cinza das Horas de 1917,
Carnaval de 1919,
O Ritmo Dissoluto de 1924,
Libertinagem de 1930,
Estrela da Manhã de 1936,
Lira dos Cinquenta Anos de 1940,
Belo Belo de 1948,
Mafuá do Malungo de 1948,
Opus 10 de 1952,
Estrela da Tarde de 1960,
Estrela da Vida Inteira de 1966,
O Bicho de 1947.
PROSA
Crônica da Província do Brasil - Rio de Janeiro de 1936,
Guia de Ouro Preto - Rio de Janeiro de 1938,
Noções de História das Literaturas - Rio de Janeiro de 1940,
e tantos outras prosas.
Bendeira possui um estilo simples e direto. Bandeira foi o mais lírico dos poetas.
Aborda temáticas cotidianas e universais ás vezes com uma abordagem de
poema-piada.
E agora vou deixar a minha Homenagem ao grande poeta Manuel Bandeira
em forma de poema
O BECO
Á Manuel Bandeira
O Beco
meu irmão
poeta
é tua cidade
e teu país
é teus amigos
e tuas flores
é tua poesia
e teus amores
é tua vida
límpida e pura.
O Beco
meu irmão
poeta
é tu alegre
e eterno
em multiplas
aventuras.
RELATO Á BANDEIRA
Bandeira
enquanto eu
for essa alma
que se move
em carne
sangue
e ossos
enquanto eu
for essa alma
que pulsa
como eu pulso
e que arde
como eu ardo
e que chora
e que ri
e que senti dor
e que ama
como eu amo
a tua estrela
em mim
não apagará
e nenhuma
nuvem cinzenta
conseguirá
embaçar em mim
a essência
que te infinita.
Não.
Não enquanto eu
for essa alma
que respira
ar e poesia.
Sérvio Lima
POESIA
POEMA DE AMIGA
O que é amiga
senão essa
doçura que nos
envolve.
O que amiga
senão essa
formosura em flor
que nelas nos
dissolve.
O que é amiga
senão esse
outro tom
de love.
SANSCRITO DO MÁRIO
Há uma gota
de sangue em
cada poema
disse o saudoso
Mário de Andrade
em sua ternura funda.
Mas uma gota de sangue
para limpar os homens?
uma gota de sangue
para redimir os homens?
uma gota de sangue
para lembrar os homens
do perdão,
da paixão,
do amor
e que a vida
mesmo sofrida
vale apena?
Há uma gota
de sangue em
cada poema
disse o saudoso
Mário de Andrade
em sua ternura funda.
Gota de sangue
que continua
a pingar
do pássaro
e da rosa
que continua
a pingar
da pedra
e da planta
do inseto
e do anfíbio
do reptil
e de cada
ser-humano.
Até dos olhos
de Deus
se pinga
sangue.
Sérvio Lima
O que é amiga
senão essa
doçura que nos
envolve.
O que amiga
senão essa
formosura em flor
que nelas nos
dissolve.
O que é amiga
senão esse
outro tom
de love.
SANSCRITO DO MÁRIO
Há uma gota
de sangue em
cada poema
disse o saudoso
Mário de Andrade
em sua ternura funda.
Mas uma gota de sangue
para limpar os homens?
uma gota de sangue
para redimir os homens?
uma gota de sangue
para lembrar os homens
do perdão,
da paixão,
do amor
e que a vida
mesmo sofrida
vale apena?
Há uma gota
de sangue em
cada poema
disse o saudoso
Mário de Andrade
em sua ternura funda.
Gota de sangue
que continua
a pingar
do pássaro
e da rosa
que continua
a pingar
da pedra
e da planta
do inseto
e do anfíbio
do reptil
e de cada
ser-humano.
Até dos olhos
de Deus
se pinga
sangue.
Sérvio Lima
POESIA
Continuação de Outros Poemas
FATO
Para Carlos Drummond de Andrade
O Computador
jamais apagará
a rosa real
do jardim.
Jamais apagará
o amor real
no peito e as
suas perplexidades.
Jamais apagará
qualquer real
rúina antiga.
Jamais apagará
a identidade real
de um homem.
BOCA
Boca, mar de
língua e salivas.
Boca, céu e astros
de escritas.
Boca, avental de
linguagens onde
amor e poesia
se dá e beija.
Boca, forma
que a vida
sempre deseja.
Sérvio Lima
FATO
Para Carlos Drummond de Andrade
O Computador
jamais apagará
a rosa real
do jardim.
Jamais apagará
o amor real
no peito e as
suas perplexidades.
Jamais apagará
qualquer real
rúina antiga.
Jamais apagará
a identidade real
de um homem.
BOCA
Boca, mar de
língua e salivas.
Boca, céu e astros
de escritas.
Boca, avental de
linguagens onde
amor e poesia
se dá e beija.
Boca, forma
que a vida
sempre deseja.
Sérvio Lima
POESIA
Outros Poemas
POEMA MATINAL
Ás vezes o poeta nem boceja ao
acordar nem estica o corpo ao
acordar nem fala nada.
Já vai escrevendo o seu poema
matinal.
O seu poema talvez de sonho
ou de sono.
POEMA DOS FIOS MAIS BRANCOS DO POETA
Nos fios mais brancos dos cabelos do poeta
nos fios mais brancos das sobrancelhas do poeta
nos fios mais brancos da barba do poeta
ainda pode-se tirar poemas belos
e joviais.
Sérvio Lima
POEMA MATINAL
Ás vezes o poeta nem boceja ao
acordar nem estica o corpo ao
acordar nem fala nada.
Já vai escrevendo o seu poema
matinal.
O seu poema talvez de sonho
ou de sono.
POEMA DOS FIOS MAIS BRANCOS DO POETA
Nos fios mais brancos dos cabelos do poeta
nos fios mais brancos das sobrancelhas do poeta
nos fios mais brancos da barba do poeta
ainda pode-se tirar poemas belos
e joviais.
Sérvio Lima
POESIA
Continuação
de mim nos poemas
RELAÇÃO LUMINOSA
Vivo através da poesia
e seus
signos.
Através dessa linguagem
criadora de sentidos
fábulas e mitos.
Vivo através daquilo
que ilumina
e não apaga.
Da poesia que espanta
e comove
muda falas.
SOBRE O MURO
Para Carlos Drummond de Andrade
Sobre o muro:
lanço a palavra
poema.
Sobre o muro:
lanço o meu nome
em carne viva.
Sobre o muro:
lanço uma luz
num escuro.
Sérvio Lima
de mim nos poemas
RELAÇÃO LUMINOSA
Vivo através da poesia
e seus
signos.
Através dessa linguagem
criadora de sentidos
fábulas e mitos.
Vivo através daquilo
que ilumina
e não apaga.
Da poesia que espanta
e comove
muda falas.
SOBRE O MURO
Para Carlos Drummond de Andrade
Sobre o muro:
lanço a palavra
poema.
Sobre o muro:
lanço o meu nome
em carne viva.
Sobre o muro:
lanço uma luz
num escuro.
Sérvio Lima
POESIA
Mais um pouco de mim
em poemas
CIÊNCIA POÉTICA
Tudo que escrevo
no mundo do papel
é vida.
Vida que não se parte
qual vidro
quebrado.
Mas que se multiplica
no seu ato natural
e descomunal de ternura.
NO PAPEL
Para Jane
No papel escrevo vida
e todo papel ilumina.
Todo amor que me determina
flui natural como um rio.
Toda esperança sai
do seu signo e vôa,
toda poesia canta.
No papel escrevo vida
e todo um mistério
se levanta
se revela
e dança.
Sérvio Lima
em poemas
CIÊNCIA POÉTICA
Tudo que escrevo
no mundo do papel
é vida.
Vida que não se parte
qual vidro
quebrado.
Mas que se multiplica
no seu ato natural
e descomunal de ternura.
NO PAPEL
Para Jane
No papel escrevo vida
e todo papel ilumina.
Todo amor que me determina
flui natural como um rio.
Toda esperança sai
do seu signo e vôa,
toda poesia canta.
No papel escrevo vida
e todo um mistério
se levanta
se revela
e dança.
Sérvio Lima
POESIA
E agora vou deixar um pouco de mim em poemas.
POEMA
Para Vinicius de Moraes que me deu a chave pra esse poema
Numa tarde eu
respiro o papel
que também
me respira.
E de Janela aberta eu
concluo calmamente
a minha escrita
de sangue suor e vida.
POEMA 2
Do fundo de mim convoco
o amor e digo amo.
Do fundo de mim componho
outros retratatos
e digo anjo.
Do fundo de mim cresço
ciência do meu ser
e digo canto.
Do fundo de mim a minha
vida tanto e me lanço.
Sérvio Lima
POEMA
Para Vinicius de Moraes que me deu a chave pra esse poema
Numa tarde eu
respiro o papel
que também
me respira.
E de Janela aberta eu
concluo calmamente
a minha escrita
de sangue suor e vida.
POEMA 2
Do fundo de mim convoco
o amor e digo amo.
Do fundo de mim componho
outros retratatos
e digo anjo.
Do fundo de mim cresço
ciência do meu ser
e digo canto.
Do fundo de mim a minha
vida tanto e me lanço.
Sérvio Lima
POESIA
PEQUENA BIOGRAFIA DA POETA CECÍLIA MEIRELES
Cecília Benevides de Carvalho Meireles (Rio de janeiro, 7 de novembro de 1901 - Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1964 ).
Foi poeta, Pintora, Professora e Jornalista brasileira. É considerada uma das vozes líricas mais importantes das literaturas de língua portuguesa.
Ela foi Órfã de pai e mãe e foi criada por sua avó portugusa. (D. Jacinta Garcia Benevides. Aos 9 anos Cecília passou a escrever poesias.
Como professora estudou línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional.
Aos 1919 ela publicou o seu primeiro livro de poesias ( ESPECTRO ) um conjunto de sonetos simbolistas.
Embora vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, em sua obra,
heranças do simbolismo e tecnicas do Classicismo, Gongorismo, Ramantismo, Parnasianismo, Realismo e Surrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada
atemporal.
Teve ainda importante atuação no Jornalismo com publicações diárias sobre problemas
na educação.
No amo de 1922 ela se casou com o artista Plástico Português Fernando Correia Dias
com quem teve 3 filhas. Seu marido sofria de depressão agúda e suicidou-se em 1935.
Cecília voltou a se casar, no ano de 1940, quando se uniu ao professor e engenheiro
e agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo, falecido em 1972.
Eis alguns livros de Cecília
Espectros de 1919,
Criança, meu amor de 1923,
Nunca mais também em 1923,
Baladas para El - Rei de 1925,
Saudação á menina de Portugal de 1930,
Batuque, samba e Macumba de 1933,
O espírito Vitorioso de 1935,
A Festa das Letras de 1937,
Viagem de 1939,
Vaga Música de 1942,
Poetas Novos de Portugual de 1944,
Mar Absoluto de 1945,
Rute e Alberto também em 1945,
Rui- Pequena História de uma Grande Vida em 1948,
Retrato Natural de 1949,
Problemas de Literatura Infantil de 1950,
Amor em Leonoreta de 1952,
Doze Noturnos de Holanda e o Aeronauta
também em 1952,
Romanceiro da Inconfidência em 1953,
Poemas escritos na Índia também em 1953,
e também Batuque no mesmo ano,
Pequeno Oratório de Santa Clara em 1955,
Pistóia Cemitério Militar Brasileiro
também em 1955,
Panorama Folclórico de Açores
também em 1955,
Canções em 1956,
Giroflê, Giroflâ
também em 1956,
Romance de Santa Cecília em 1957,
A bíblia na Literatura Brasileira
também em 1957,
A Rosa também em 1957,
Obra Poética em 1958,
Metal Rosicler de 1960,
Poemas de Israel de 1963,
Antologia Poética também em 1963,
Solombra também em 1963,
Ou Isto ou Aquilo em 1964,
Escolha seu Sonho
também em 1964
e tantos outros livros.
E agora deixo a minha Homenagem a essa grande poeta Brasileira ( Cecília Meireles )
Á CECÍLIA MEIRELES
Cecília é nome
lindo.
Cecília é nome
fino.
Cecília é nome
que sempre
rimo
amor e poesia
no tempo.
Cecília é imagem
sempre rindo.
Sérvio Lima
Cecília Benevides de Carvalho Meireles (Rio de janeiro, 7 de novembro de 1901 - Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1964 ).
Foi poeta, Pintora, Professora e Jornalista brasileira. É considerada uma das vozes líricas mais importantes das literaturas de língua portuguesa.
Ela foi Órfã de pai e mãe e foi criada por sua avó portugusa. (D. Jacinta Garcia Benevides. Aos 9 anos Cecília passou a escrever poesias.
Como professora estudou línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional.
Aos 1919 ela publicou o seu primeiro livro de poesias ( ESPECTRO ) um conjunto de sonetos simbolistas.
Embora vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, em sua obra,
heranças do simbolismo e tecnicas do Classicismo, Gongorismo, Ramantismo, Parnasianismo, Realismo e Surrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada
atemporal.
Teve ainda importante atuação no Jornalismo com publicações diárias sobre problemas
na educação.
No amo de 1922 ela se casou com o artista Plástico Português Fernando Correia Dias
com quem teve 3 filhas. Seu marido sofria de depressão agúda e suicidou-se em 1935.
Cecília voltou a se casar, no ano de 1940, quando se uniu ao professor e engenheiro
e agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo, falecido em 1972.
Eis alguns livros de Cecília
Espectros de 1919,
Criança, meu amor de 1923,
Nunca mais também em 1923,
Baladas para El - Rei de 1925,
Saudação á menina de Portugal de 1930,
Batuque, samba e Macumba de 1933,
O espírito Vitorioso de 1935,
A Festa das Letras de 1937,
Viagem de 1939,
Vaga Música de 1942,
Poetas Novos de Portugual de 1944,
Mar Absoluto de 1945,
Rute e Alberto também em 1945,
Rui- Pequena História de uma Grande Vida em 1948,
Retrato Natural de 1949,
Problemas de Literatura Infantil de 1950,
Amor em Leonoreta de 1952,
Doze Noturnos de Holanda e o Aeronauta
também em 1952,
Romanceiro da Inconfidência em 1953,
Poemas escritos na Índia também em 1953,
e também Batuque no mesmo ano,
Pequeno Oratório de Santa Clara em 1955,
Pistóia Cemitério Militar Brasileiro
também em 1955,
Panorama Folclórico de Açores
também em 1955,
Canções em 1956,
Giroflê, Giroflâ
também em 1956,
Romance de Santa Cecília em 1957,
A bíblia na Literatura Brasileira
também em 1957,
A Rosa também em 1957,
Obra Poética em 1958,
Metal Rosicler de 1960,
Poemas de Israel de 1963,
Antologia Poética também em 1963,
Solombra também em 1963,
Ou Isto ou Aquilo em 1964,
Escolha seu Sonho
também em 1964
e tantos outros livros.
E agora deixo a minha Homenagem a essa grande poeta Brasileira ( Cecília Meireles )
Á CECÍLIA MEIRELES
Cecília é nome
lindo.
Cecília é nome
fino.
Cecília é nome
que sempre
rimo
amor e poesia
no tempo.
Cecília é imagem
sempre rindo.
Sérvio Lima
POESIA
PEQUENA BIOGRAFIA DO POETA ALPHONSUS DE GUIMARÃES
Alphonsus Henrique de Guimarães ( Ouro Preto, 24 de JULHO DE 1870 - Mariana, 15 de Julho de 1921 ) foi um poeta brasileiro.
A poesia de Alphonsus de Guimarães é marcadamente mística e envolvida com religiosidade católica . Seus Sonetos apresentam uma estrutura clássica, e são profundamente religiosos e sensíveis na medida em que ele explora o sentido da morte,
do amor impossível, da solidão e da inaptação ao mundo.
Contudo o tom místico imprime em sua obra um sentimanto de aceitação e resignação diante da própria vida; dos sofrimentos e dores. Oiutra característica é utilização da
espiritualidade em relação á figura feminina que é considerada um anjo, ou um ser celestial, por isso, Alphonsus de Guimarães neo -romântico e simbolista ao mesmo tempo, já que essas duas escolas possuem características semelhantes.
A sua obra predominantemente poética, consagrou-o como um dos principais autores
simbolistas do brasil. Em referência á cidade em que passou parte de sua vida
é também chamado de ´´o solitário de Mariana ´´, a sua torre de marfim do simbolismo.
E sua poesia é voltada quase toda para o tema da morte da mulher amada.
E AGORA VOU DEIXAR AQUI A MINHA HOMENAGEM EM POEMA
A ESSE GRANDE POETA NEO - ROMÂNTICO E SIMBOLISTA (brasileiro).
E SEGUE O POEMA
POEMA PARA ALPHONSUS DE GUIMARÃES
Para Luciana
O nome que assinava o poema
era sombra
e luz em Ismália.
Era botão de amor
em som
de ternura.
Era linguagem
em espaço puro
e anjo.
O nome que assinava o poema
era Alphonsus de Guimarães
poeta além do tempo.
Poeta em signo
apaixonante
e raro.
Poeta que ainda hoje
esculpe no coração
suas rosas de poesia.
Sérvio Lima
Alphonsus Henrique de Guimarães ( Ouro Preto, 24 de JULHO DE 1870 - Mariana, 15 de Julho de 1921 ) foi um poeta brasileiro.
A poesia de Alphonsus de Guimarães é marcadamente mística e envolvida com religiosidade católica . Seus Sonetos apresentam uma estrutura clássica, e são profundamente religiosos e sensíveis na medida em que ele explora o sentido da morte,
do amor impossível, da solidão e da inaptação ao mundo.
Contudo o tom místico imprime em sua obra um sentimanto de aceitação e resignação diante da própria vida; dos sofrimentos e dores. Oiutra característica é utilização da
espiritualidade em relação á figura feminina que é considerada um anjo, ou um ser celestial, por isso, Alphonsus de Guimarães neo -romântico e simbolista ao mesmo tempo, já que essas duas escolas possuem características semelhantes.
A sua obra predominantemente poética, consagrou-o como um dos principais autores
simbolistas do brasil. Em referência á cidade em que passou parte de sua vida
é também chamado de ´´o solitário de Mariana ´´, a sua torre de marfim do simbolismo.
E sua poesia é voltada quase toda para o tema da morte da mulher amada.
E AGORA VOU DEIXAR AQUI A MINHA HOMENAGEM EM POEMA
A ESSE GRANDE POETA NEO - ROMÂNTICO E SIMBOLISTA (brasileiro).
E SEGUE O POEMA
POEMA PARA ALPHONSUS DE GUIMARÃES
Para Luciana
O nome que assinava o poema
era sombra
e luz em Ismália.
Era botão de amor
em som
de ternura.
Era linguagem
em espaço puro
e anjo.
O nome que assinava o poema
era Alphonsus de Guimarães
poeta além do tempo.
Poeta em signo
apaixonante
e raro.
Poeta que ainda hoje
esculpe no coração
suas rosas de poesia.
Sérvio Lima
POESIA
PEQUENA BIOGRAFIA DO POETA FERREIRA GULLAR
Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira (São Luís, 10 de Setembro de 1930 ) É Poeta, Crítico de Arte, Biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro
e um dos fundadores do neoconcretismo no brasil. ( e também foi poeta participante da poesia concreta no brasil ).
Um poeta engajado no social e no sentimental ( poeta fundamental )
Publicou Um pouco acima do chão em 1949,
A luta corporal em 1954,
Poemas em 1598,
João Boa-Morte, cabra marcado para morrer ( CORDEL ) em 1962,
Quem matou Aparecida? ( CORDEL ) também 1962,
A luta corporal e novos poemas em 1966,
História de um valente (CORDEL;) na clandestinidade, como João Salgueiro também
em 1966,
Por você por mim em 1968,
Dentro da noite veloz em 1975,
Poema sujo em 1976,
Na vertigem do dia em 1980,
Crime na flora ou Ordem e progresso em 1986,
Barulhos em 1987,
O formigueiro em 1991,
Muitas vozes em 1989
( foi publicado recentemente Poesias Completas )
e o novo livro de poesia Chamado
Em alguma parte alguma.
Gullar vive no Rio de Janeiro
e um dos seus estilos de música
é a Bossa Nova
Parabéns Gullar pela sua Obra poética
E gora deixo a minha Homenagem em forma de poema
para esse grande poeta brasileiro. Viva Gullar!
POEMA PARA FERREIRA GULLAR
Gullar: Força de vida
iluminação constante
escrita viva que
do seu jeito
nos leva adiante.
Gullar: coração amigo
e claramente pulsante
onde enfim
nos ama
e nunca é
o de antes.
Sérvio Lima
Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira (São Luís, 10 de Setembro de 1930 ) É Poeta, Crítico de Arte, Biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro
e um dos fundadores do neoconcretismo no brasil. ( e também foi poeta participante da poesia concreta no brasil ).
Um poeta engajado no social e no sentimental ( poeta fundamental )
Publicou Um pouco acima do chão em 1949,
A luta corporal em 1954,
Poemas em 1598,
João Boa-Morte, cabra marcado para morrer ( CORDEL ) em 1962,
Quem matou Aparecida? ( CORDEL ) também 1962,
A luta corporal e novos poemas em 1966,
História de um valente (CORDEL;) na clandestinidade, como João Salgueiro também
em 1966,
Por você por mim em 1968,
Dentro da noite veloz em 1975,
Poema sujo em 1976,
Na vertigem do dia em 1980,
Crime na flora ou Ordem e progresso em 1986,
Barulhos em 1987,
O formigueiro em 1991,
Muitas vozes em 1989
( foi publicado recentemente Poesias Completas )
e o novo livro de poesia Chamado
Em alguma parte alguma.
Gullar vive no Rio de Janeiro
e um dos seus estilos de música
é a Bossa Nova
Parabéns Gullar pela sua Obra poética
E gora deixo a minha Homenagem em forma de poema
para esse grande poeta brasileiro. Viva Gullar!
POEMA PARA FERREIRA GULLAR
Gullar: Força de vida
iluminação constante
escrita viva que
do seu jeito
nos leva adiante.
Gullar: coração amigo
e claramente pulsante
onde enfim
nos ama
e nunca é
o de antes.
Sérvio Lima
POESIA
HOMENAGEM AO POETA ITABIRANO E UNIVERSAL
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
PEQUENA BIOGRAFIA
Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro Minas Gerais
filho do casal Carlos de Paula de Andrade e Julieta Augusta Drummond de Andrade.
Em 1910 foi aluno do grupo escolar em Itabira - 1916 : interno no tradicional Arnaldo, de Belorizonte. Em 1918 vai para Friburgo estudar no Colégio Anchieta, dos Jesuítas,
onde colabora no Jornal Aurora Colegial. Em 1920 muda-se para Belo Horizonte.
Em 1921 publicações no Jornal Diário de Minas. Em 1924 inicia correspondência
com o poeta Manuel Bandeira. Conhece também Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Mário de Andrade. E com este também faz correspondência. Em 1925 casa-se com
Dolores Dultra de Moraes. Em 1926 é Redator do Diário de Minas. Em 1927 Nasce
o seu Primogênito Carlos Flávio que vive apenas meia hora. Em 1928 Nasce a 4 de Março sua filha Maria Julieta. E em 193o publica o seu primeiro livro ( ALGUMA POESIA )
E no dia 17 de Agosto de 1987 , Drummond falece de mãos dadas com Lígia Fernandes
sua namorada de longos anos ( 12 dias depois do falecimento de sua filha Maria Julieta).
Acometida de um Câncer.
E aqui em deixo a minha Homenagem em forma de poema
para o Grande poeta Carlos Drummond de Andrade.
(AVAL DRUMMONIANO)
Drummond mesmo
no escuro
é claro.
Mesmo debaixo
dágua
é bom.
Mesmo no
vento
é visível.
Mesmo na montanha
mais seca
é vivo
( e sempre raro.)
Drummond em
qualquer parte
é puro dom.
(DRUMMOND)
Drummond é tinta e sangue.
E em tinta e sangue
é um país
sempre em movimento.
Drummond é tinta e sangue.
E em tinta e sangue
é sempre um
outro tempo.
Drummond é tinta e sangue.
E em tinta e sangue
é signos que
nos vai vivendo.
(EU EM DRUMMOND)
Leio Drummond
com toda força
leio Drummond
com todo amor.
Leio Drummond
com rosas
no pensamento
e espeda de poesia
que só eu vejo
em minhas mãos.
Leio Drummond
e me alegro
leio Drummond
e me multiplico
me invento.
Leio Drummond
e crio outros,
outros infinitempos.
(NO SEU DISCURSO DE PRIMAVERA)
No seu discurso
de primavera
Drummond primaverou
meu coração.
E dentro de um só poema
eu vejo centenas de poemas
levantados com fervor
derramados em amor
além do amor.
No seu discurso
de primavera
esperanças se misturam
baús se abrem
livres para
o infinito.
E dentro de um só poema
eu vejo a eternidade
de seu signo
sorrindo.
No seu discurso
de primavera
Drummond primaverou
meu coração.
Drummond
colocou luz
em minha
solidão.
Sérvio Lima
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
PEQUENA BIOGRAFIA
Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro Minas Gerais
filho do casal Carlos de Paula de Andrade e Julieta Augusta Drummond de Andrade.
Em 1910 foi aluno do grupo escolar em Itabira - 1916 : interno no tradicional Arnaldo, de Belorizonte. Em 1918 vai para Friburgo estudar no Colégio Anchieta, dos Jesuítas,
onde colabora no Jornal Aurora Colegial. Em 1920 muda-se para Belo Horizonte.
Em 1921 publicações no Jornal Diário de Minas. Em 1924 inicia correspondência
com o poeta Manuel Bandeira. Conhece também Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Mário de Andrade. E com este também faz correspondência. Em 1925 casa-se com
Dolores Dultra de Moraes. Em 1926 é Redator do Diário de Minas. Em 1927 Nasce
o seu Primogênito Carlos Flávio que vive apenas meia hora. Em 1928 Nasce a 4 de Março sua filha Maria Julieta. E em 193o publica o seu primeiro livro ( ALGUMA POESIA )
E no dia 17 de Agosto de 1987 , Drummond falece de mãos dadas com Lígia Fernandes
sua namorada de longos anos ( 12 dias depois do falecimento de sua filha Maria Julieta).
Acometida de um Câncer.
E aqui em deixo a minha Homenagem em forma de poema
para o Grande poeta Carlos Drummond de Andrade.
(AVAL DRUMMONIANO)
Drummond mesmo
no escuro
é claro.
Mesmo debaixo
dágua
é bom.
Mesmo no
vento
é visível.
Mesmo na montanha
mais seca
é vivo
( e sempre raro.)
Drummond em
qualquer parte
é puro dom.
(DRUMMOND)
Drummond é tinta e sangue.
E em tinta e sangue
é um país
sempre em movimento.
Drummond é tinta e sangue.
E em tinta e sangue
é sempre um
outro tempo.
Drummond é tinta e sangue.
E em tinta e sangue
é signos que
nos vai vivendo.
(EU EM DRUMMOND)
Leio Drummond
com toda força
leio Drummond
com todo amor.
Leio Drummond
com rosas
no pensamento
e espeda de poesia
que só eu vejo
em minhas mãos.
Leio Drummond
e me alegro
leio Drummond
e me multiplico
me invento.
Leio Drummond
e crio outros,
outros infinitempos.
(NO SEU DISCURSO DE PRIMAVERA)
No seu discurso
de primavera
Drummond primaverou
meu coração.
E dentro de um só poema
eu vejo centenas de poemas
levantados com fervor
derramados em amor
além do amor.
No seu discurso
de primavera
esperanças se misturam
baús se abrem
livres para
o infinito.
E dentro de um só poema
eu vejo a eternidade
de seu signo
sorrindo.
No seu discurso
de primavera
Drummond primaverou
meu coração.
Drummond
colocou luz
em minha
solidão.
Sérvio Lima
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