sábado, 21 de agosto de 2010

OUTROS POEMAS

A CANETA


A caneta e o seu desenho
a sua clara vida
o seu claro engenho

A caneta e a sua cor
a sua vida de espinho
a sua vida de flor


E por fim a caneta
e o seu desuso.
O seu túmulo de gaveta


O RELÓGIO


O relógio trabalha
mas no fim do mês
não ganha nada.

A não ser poeira
de vento e
pingo de água.

E um dia de súbito
o esquecimento do pulso
na morte calada


Sérvio Lima

2 comentários:

  1. Hey Sérvio, tanto a caneta, quanto o relógio em teu pulso e olhar caem do desuso e viram seres universais, viram lindos poemas.

    Um beijo e parabéns!!!

    Carmen Silvia Presotto

    ResponderExcluir
  2. Concordo com a Carmen , Sérvio.
    Tudo lindo !
    BjO ...

    ResponderExcluir