segunda-feira, 9 de agosto de 2010

POESIA

HOMENAGEM AO POETA ITABIRANO E UNIVERSAL
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


PEQUENA BIOGRAFIA

Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro Minas Gerais
filho do casal Carlos de Paula de Andrade e Julieta Augusta Drummond de Andrade.
Em 1910 foi aluno do grupo escolar em Itabira - 1916 : interno no tradicional Arnaldo, de Belorizonte. Em 1918 vai para Friburgo estudar no Colégio Anchieta, dos Jesuítas,
onde colabora no Jornal Aurora Colegial. Em 1920 muda-se para Belo Horizonte.
Em 1921 publicações no Jornal Diário de Minas. Em 1924 inicia correspondência
com o poeta Manuel Bandeira. Conhece também Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Mário de Andrade. E com este também faz correspondência. Em 1925 casa-se com
Dolores Dultra de Moraes. Em 1926 é Redator do Diário de Minas. Em 1927 Nasce
o seu Primogênito Carlos Flávio que vive apenas meia hora. Em 1928 Nasce a 4 de Março sua filha Maria Julieta. E em 193o publica o seu primeiro livro ( ALGUMA POESIA )

E no dia 17 de Agosto de 1987 , Drummond falece de mãos dadas com Lígia Fernandes
sua namorada de longos anos ( 12 dias depois do falecimento de sua filha Maria Julieta).
Acometida de um Câncer.


E aqui em deixo a minha Homenagem em forma de poema
para o Grande poeta Carlos Drummond de Andrade.


(AVAL DRUMMONIANO)


Drummond mesmo
no escuro
é claro.

Mesmo debaixo
dágua
é bom.

Mesmo no
vento
é visível.

Mesmo na montanha
mais seca
é vivo

( e sempre raro.)

Drummond em
qualquer parte
é puro dom.


(DRUMMOND)


Drummond é tinta e sangue.
E em tinta e sangue
é um país
sempre em movimento.

Drummond é tinta e sangue.
E em tinta e sangue
é sempre um
outro tempo.

Drummond é tinta e sangue.
E em tinta e sangue
é signos que
nos vai vivendo.


(EU EM DRUMMOND)


Leio Drummond
com toda força
leio Drummond
com todo amor.

Leio Drummond
com rosas
no pensamento
e espeda de poesia
que só eu vejo
em minhas mãos.

Leio Drummond
e me alegro
leio Drummond
e me multiplico
me invento.

Leio Drummond
e crio outros,
outros infinitempos.


(NO SEU DISCURSO DE PRIMAVERA)


No seu discurso
de primavera
Drummond primaverou
meu coração.

E dentro de um só poema
eu vejo centenas de poemas
levantados com fervor
derramados em amor
além do amor.

No seu discurso
de primavera
esperanças se misturam
baús se abrem
livres para
o infinito.

E dentro de um só poema
eu vejo a eternidade
de seu signo
sorrindo.

No seu discurso
de primavera
Drummond primaverou
meu coração.

Drummond
colocou luz
em minha
solidão.


Sérvio Lima

2 comentários:

  1. Genial, este infinitempos com Drummond, Sérvio!! Parabéns pelo espaço, a poesia em mim agradece.

    Um beijo carinhoso.

    Carmen.

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  2. Que lindo Servio!
    Parabens!
    Gosto muito do jeito como faz poesias.

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