segunda-feira, 9 de agosto de 2010

POESIA

Continuação de Outros Poemas


FATO


Para Carlos Drummond de Andrade


O Computador
jamais apagará
a rosa real
do jardim.

Jamais apagará
o amor real
no peito e as
suas perplexidades.

Jamais apagará
qualquer real
rúina antiga.

Jamais apagará
a identidade real
de um homem.


BOCA


Boca, mar de
língua e salivas.

Boca, céu e astros
de escritas.

Boca, avental de
linguagens onde
amor e poesia
se dá e beija.

Boca, forma
que a vida
sempre deseja.


Sérvio Lima

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