POEMA SOBRE O MAR
Eu nunca duvido
do mar com os
seus peixes
com as suas
muitas criaturas
marinhas
com os seus navios
e aviões afundados,
gente.
Eu nunca duvido
do mar com as
suas espumas brancas
que quebram nas rochas
e que apagam
nomes de amantes
e as suas pegadas.
Eu nunca duvido
do mar que
afunda cidades
que irriga plantações
que refresca a terra
árida e seca
e que mata a sede.
E por fim eu
nunca duvido
do mar com os
seus numerosos
epitáfios
a sua vida transbordante.
O mar e o seu nome
de mar.
O mar e o seu nome
de Dilúvio.
Eu nunca duvido
do mar.
Do mar absoluto.
Sérvio Lima
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