quarta-feira, 18 de agosto de 2010

POESIA

POEMA SOBRE O MAR


Eu nunca duvido
do mar com os
seus peixes
com as suas
muitas criaturas
marinhas
com os seus navios
e aviões afundados,
gente.

Eu nunca duvido
do mar com as
suas espumas brancas
que quebram nas rochas
e que apagam
nomes de amantes
e as suas pegadas.

Eu nunca duvido
do mar que
afunda cidades
que irriga plantações
que refresca a terra
árida e seca
e que mata a sede.

E por fim eu
nunca duvido
do mar com os
seus numerosos
epitáfios
a sua vida transbordante.

O mar e o seu nome
de mar.
O mar e o seu nome
de Dilúvio.

Eu nunca duvido
do mar.

Do mar absoluto.


Sérvio Lima

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